A imensa dor duma frágil menina.
Ontem sentada na cama, a menina com os auriculares nos ouvidos, de olhos fechados, a relembrar bons momentos que já viveu, sentiu algo estranho na garganta, um nó, uma imune vontade de chorar. Parecia estar perdida, sem saber como se situar em todos aqueles momentos. Pensava que tudo era um sonho, que tudo aquilo que estava a ser relembrado tinha sido bom demais para ter sido vivido por ela. E ficou sempre com o pensamento de tudo aquilo ter sido um sonho e de ela só agora ter acordado. Pensou mal a menina. Muito mal. Abriu os olhos, estava a blusa dela toda molhada, de lágrimas que na verdade tinham muitas histórias e sentimentos para contar. O quarto estava completamente escuro, apenas havia uma luz vinda da janela, que era o ponto de concentração dela, naquela noite, era a olhar para lá que chorava, que implorava que o tempo voltasse atrás. Um luz vermelha piscavam, era a luz do computador, e aquela luz dizia-lhe algo, ninguém sabe o que, mas dava para ver que a estava a incomodar...