A tal consciência ..
Há dias assim, em que a melhor maneira de nos sentirmos bem, é escrever, dizer o que sentimos, o que não sentimos, o que queremos sentir, o que não queremos sentir, ou até mesmo, o que pensamos sentir. Há coisas que não se conseguem dizer, mas é necessário meter cá para fora tudo aquilo que nos trás dor ou até mesmo solidão e insegurança. O papel é o meu refúgio, o lápis é o meu melhor amigo, e borracha não me é praticamente nada, porque admito que escrevo sem nunca apagar nada, e sem riscar, porque isso é o mesmo do que tentar esquecer todos os “senãos” da nossa vida. Sinto necessidade de voltar à altura em que não pensava sobre aquilo que sentia, à altura em que sentia e sorria, simplesmente, mas com o tempo o consciência e a intelectualização vai se desenvolvendo, e cheguei a um ponto em que tudo o que sinto, tenho que intelectualizar, o que me impede de alcançar a felicidade. Penso e penso sobre aquilo que sinto, sobre aquilo que quero e que não quero, e isso faz-me ficar confusa...