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A mostrar mensagens de junho 5, 2014

O pesadelo da realidade

Vamos andando por esse caminho que parece não ter fim. Tropeçamos. Caímos. Choramos. Até nos afastamos. Mas o fim nunca foi avistado nem por mim nem por ti. Até que fizemos uma curva, como tantas que já tínhamos feito, e eu parei de te ver. Já estava sozinha, num sitio escuro, sem água, sem comida e sem coração. A primeira coisa que me ocorreu foi sentar-me à espera que voltasses a aparecer para me tirar dali e me levares contigo para um sitio melhor e que tivesse, pelo menos, um pouco de luz. Minha mãezinha sempre me disse que "quem espera sempre alcança" por isso não me cansei de esperar, até hoje. Doí mais a incerteza de um talvez, do que a convicção de um não e do que a certeza de um sim, e cada vez me custava mais lidar com aquela incerteza do talvez ele volte, talvez ele não volte e foi essa incerteza que me entristeceu, que me matou aos poucos, que me incomodou, que me ganhou. Hoje sou uma pessoa vencida e, de todo, perdida. De amor. De dor. Pensei. Não podia continua...