Mais uma vida, por favor.
Eu nunca quis, antes, viver para sempre. Monótono. Nostálgico. Solitário. Essa ideia de viver para sempre, ora essa. Queria viver até ter de ser. Até acontecer. Sei lá. Chegava a um ponto que não havia mais nada para eu fazer aqui nem mesmo em lado nenhum. Gira, gira, volta a girar e continua a girar. Assim é a vida. Assim é o mundo. Assim é o coração. Assim sou eu. Com tanto giro, com tanta volta, com tanta curva, hoje eu quero viver para sempre e eu percebi isso no dia que comecei a amar-te. Encontrei-te. Não sei se num giro, numa curva ou numa volta, não sei, mas encontrei-te, no final. Ou no inicio. Espera, no início é melhor. Melhor é pouco ainda. Talvez até tinha sido numa pausa ou num “voltar atrás” como tem nos comandos modernos que toda a gente luta por ele. Eu luto por ti. Mas podemos os dois lutar pelo comando. Pelo lugar da cama. Pela almofada. Pelo cobertor. Podemos lutar. Temos é de lutar juntos. Pelo que for. Quando for. Onde for. Pouco importa. Tenho que pedir perdão a...