Mais uma vida, por favor.
Eu nunca quis, antes, viver para sempre. Monótono. Nostálgico. Solitário. Essa ideia de viver para sempre, ora essa. Queria viver até ter de ser. Até acontecer. Sei lá. Chegava a um ponto que não havia mais nada para eu fazer aqui nem mesmo em lado nenhum. Gira, gira, volta a girar e continua a girar. Assim é a vida. Assim é o mundo. Assim é o coração. Assim sou eu. Com tanto giro, com tanta volta, com tanta curva, hoje eu quero viver para sempre e eu percebi isso no dia que comecei a amar-te. Encontrei-te. Não sei se num giro, numa curva ou numa volta, não sei, mas encontrei-te, no final. Ou no inicio. Espera, no início é melhor. Melhor é pouco ainda. Talvez até tinha sido numa pausa ou num “voltar atrás” como tem nos comandos modernos que toda a gente luta por ele. Eu luto por ti. Mas podemos os dois lutar pelo comando. Pelo lugar da cama. Pela almofada. Pelo cobertor. Podemos lutar. Temos é de lutar juntos. Pelo que for. Quando for. Onde for. Pouco importa.
Tenho que pedir perdão a todos os meus amores antigos que afinal nunca foram amor. Pensava eu que eram. Amor é isso. Tu. Tu és amor. Fazes-me ser amor. Fazes com que tudo seja amor, até aquela comida que eu não gosto, para mim, contigo, é amor. E isso sim, é amor. Por isso é este o teu nome ideal. Devia ser o teu último nome. Para que, um dia, fosse o meu também. Peço, então, a todos os meus não amores desculpa por, afinal, não terem sido nada. Um nada tão bom que me fez conhecer o amor na pessoa certa. Os não amores que me dão, agora, amor por não ter sido amor e por agora ser, contigo. E amar é isso, é olhar para trás e entender que, no final das contas, nunca antes amaste. Agora que amo, que te amo, quero, por favor, viver para sempre, para poder, também, amar para sempre. Amar-te para sempre, corrijo.
Numa curva partilho contigo o meu cheiro preferido. Na próxima curva mostro-te em qual a posição que mais gosto de dormir. No stop que tem mais à frente irei-te confessar qual o sitio em que morro de prazer. No giro que está por vir digo-te que tempero coloco na comida que mais gostas. E verás que quando dermos por nós, já estaremos na última curva, ou no ultimo stop, ou no ultimo giro e, mesmo que já saibamos tudo um do outro, faltará sempre alguma coisa a dizer, por isso, por favor, quero viver-te para sempre, para poder te amar eternamente. Queres também? Assim talvez Deus perceba e nos deia mil e uma vida para esse amor que precisa tanto de nós. Sim, porque um amor como esse não se faz sem dedicação. Os amores-perfeitos são assim. Dedicados. E eu sou tão dedicada a ti. Dedico-te a minha vida da mesma maneira como te dediquei o meu coração.
Quero que me cales porque tenho tanta coisa para te dizer. Sabes tão bem como me calar, mas não contes a ninguém como o fazes, por favor. Cala-me porque tenho tanto ainda para te amar. Cala-me e faz-me dormir. Cala-me mas cala-te também para que possamos falar melhor. Calados amamos muito mais, mas falando também. Sorrindo então amamos tanto. E é tão bonito não conseguirmos aguentar para amanhã para amar mais. Hoje já te amei tanta vez que se tu soubesses já me tinhas calado.
Odeio dormir desde que soube o que era amar. Amo de olhos fechados mas temos tão pouco tempo que custa, muito, perder tempo com algo que não consegue envolver esse tão nosso amor. Mas acordar… Ai! É tão bom acordar e saber que amo. Que te amo. Assim, desse jeito que não cabe em lado nenhum. Nem nessa vida que temos ele cabe. Imagina.
Queres mais uma vida para nós ou preferes nunca mais dormir nesse que ainda nos resta?
Tenho que pedir perdão a todos os meus amores antigos que afinal nunca foram amor. Pensava eu que eram. Amor é isso. Tu. Tu és amor. Fazes-me ser amor. Fazes com que tudo seja amor, até aquela comida que eu não gosto, para mim, contigo, é amor. E isso sim, é amor. Por isso é este o teu nome ideal. Devia ser o teu último nome. Para que, um dia, fosse o meu também. Peço, então, a todos os meus não amores desculpa por, afinal, não terem sido nada. Um nada tão bom que me fez conhecer o amor na pessoa certa. Os não amores que me dão, agora, amor por não ter sido amor e por agora ser, contigo. E amar é isso, é olhar para trás e entender que, no final das contas, nunca antes amaste. Agora que amo, que te amo, quero, por favor, viver para sempre, para poder, também, amar para sempre. Amar-te para sempre, corrijo.
Numa curva partilho contigo o meu cheiro preferido. Na próxima curva mostro-te em qual a posição que mais gosto de dormir. No stop que tem mais à frente irei-te confessar qual o sitio em que morro de prazer. No giro que está por vir digo-te que tempero coloco na comida que mais gostas. E verás que quando dermos por nós, já estaremos na última curva, ou no ultimo stop, ou no ultimo giro e, mesmo que já saibamos tudo um do outro, faltará sempre alguma coisa a dizer, por isso, por favor, quero viver-te para sempre, para poder te amar eternamente. Queres também? Assim talvez Deus perceba e nos deia mil e uma vida para esse amor que precisa tanto de nós. Sim, porque um amor como esse não se faz sem dedicação. Os amores-perfeitos são assim. Dedicados. E eu sou tão dedicada a ti. Dedico-te a minha vida da mesma maneira como te dediquei o meu coração.
Quero que me cales porque tenho tanta coisa para te dizer. Sabes tão bem como me calar, mas não contes a ninguém como o fazes, por favor. Cala-me porque tenho tanto ainda para te amar. Cala-me e faz-me dormir. Cala-me mas cala-te também para que possamos falar melhor. Calados amamos muito mais, mas falando também. Sorrindo então amamos tanto. E é tão bonito não conseguirmos aguentar para amanhã para amar mais. Hoje já te amei tanta vez que se tu soubesses já me tinhas calado.
Odeio dormir desde que soube o que era amar. Amo de olhos fechados mas temos tão pouco tempo que custa, muito, perder tempo com algo que não consegue envolver esse tão nosso amor. Mas acordar… Ai! É tão bom acordar e saber que amo. Que te amo. Assim, desse jeito que não cabe em lado nenhum. Nem nessa vida que temos ele cabe. Imagina.
Queres mais uma vida para nós ou preferes nunca mais dormir nesse que ainda nos resta?