Deixar ir

É difícil pedir desculpa quando há razão. Pedir para ficar quando o melhor é ir. Agradecer quando não foi o suficiente. Mas mais difícil que tudo isso é aceitar quando o melhor é mesmo deixar ir. Deixar ir quando não te fizer bem. Deixar ir quando não for o que era antes. Deixar ir quando deres mais do que recebes. Deixar ir porque assim tem de ser. Não há mais difícil que isso quando, até esse momento, nunca pensaste em ter de deixar ir. Chega uma altura que é preciso. É essencial. É o certo. Que tanto dói. Mas é. Nem tudo o que é correto faz sorrir. É esse um caso. Amar adultamente é preciso. E é isso. É amar mas saber que o melhor é não amar. Porque não te faz bem. Porque tu não sentes. Amar vem mesmo depois do deixar ir. Está para além disso. E adultamente está ainda mais. Está quando percebes que o amor não e tudo. É um nada, afinal. É quando percebes, que para além de ser amor, não era para ser. E se era, o destino enganou-se. É quando consegues ver o outro lado e mesmo assim não deixar o teu. É quando queres ficar mas preferes ir. E, agora, amar-te é isso. É querer ficar mas ter de ir. É amar o antes e não amar o agora. É amar o que recebia e não o que recebo. É amar de coração partido. E acredita, ninguém gosta de amar de coração partido. É amar mas não compreender. É amar-te tal igual como eras no dia que te conheci. E não te reconhecer no dia que demos o último beijo. É amar adultamente que precisamos neste momento então. Estás pronto ou vou eu à frente?

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