Ficará feio se eu começar esse texto com uma pergunta? Ficará feio se eu disser ao longo desse texto que não existem palavras para descrever nem um bocadinho do que sinto quando estou com ele? Ficará feio se eu repetir várias vezes que o amo mais que tudo?
Tudo começou com olhares, olhares de criança que me levavam a questionar sobre vários assuntos. Nunca me passou pela cabeça que aquele menino que tanto olhava me visse como a rapariga dos seus sonhos. Nos segundos que os nossos olhares se cruzavam eu tornava-me numa criança com imensos desejos por realizar, voltava á infância de uma menina feliz, e via que ele também sentia o mesmo, aquela vontade de não reflectir no que íamos fazer, aquele momento mágico onde relembrávamos uma vida já vivida, mas que para nos era desconhecida. Parecia que já nos conhecíamos há anos, que já tínhamos um amor à espera de ser vivido.
Depois dos olhares veio um simples e enorme sonho, nesse sonho ambos lutávamos, mas nenhum sabia que existia esse tal sonho e muito menos essa luta. Era tudo tão esquisito. Não sabia como haveria de falar com ele, como o haveria de dizer o quanto especial tinha um olhar dele, uma simples brisa dele quando passávamos um pelo outro (…)
Mas numa noite começamos a falar, e foi nessa noite que esse tal rapaz se tornou no rapaz da minha vida, o rapaz que eu á muito procurava, o rapaz que me fez ver o lado azul do céu, e não o cinzento das nuvens que o constituem. Foi ele, somente ele que me voltou a trazer o significado de amar, de lutar. Agora sim, digo “amo-te” porque amo mesmo, porque tudo o que quero é amar esse rapaz.
E agora pergunto-me: “Isso continua a ser um sonho?!”. Mas sabem uma coisa? Se for, ninguém me acorde, por favor, porque somente nesse sonho sou feliz, feliz com o rapaz que me fez voltar a ser quem era, que me tirou o medo de dizer: EU AMO-TE!
E sim, não existem palavras em qualquer sitio desse mundo que possam descrever um pouco do que o amo, não, muito menos palavras que digam o quanto sou feliz com um sorriso dele! E sim, é para sempre, disso não tenho duvidas NENHUMAS.
Alexandra Martins J
