Não deixes o teu coração voar sem antes perguntares se ele volta.
O seu coração voou, voou para ele, pela primeira vez, e a menina espera que seja pela última. O coração falou mais alto, ou talvez ela tenha falado baixo demais, ou então o menino em questão tenha o agarrado duma maneira cruel, com a intenção de possuir mais um coração, mais uma menina. Na verdade todas nós, raparigas, sabemos que eles são todos iguais, não têm consciência do quanto dói o amor, ou a ignorância, ou até mesmo a ilusão, que foi isso que ele entregou a essa menina que agora não tem coração. Não, ela não tem mesmo coração, ou se tem, já não o sente de tantos obstáculos que encontrou enquanto ia voando na direcção do menino. Está totalmente machucado, ou até mesmo partido, diz a menina. A questão é sempre “ como é que me fui apaixonar por ele? “, mas realmente não é, nem nunca será muito difícil isto acontecer, o amor é uma palavra forte demais, mas sensível ao ponto de não resistir a simples palavras, gestos, toques, olhares. Todas as raparigas sofrem disso, de amor, e aquelas que não sofrem fiquem a saber que a pior dor que elas podiam ter, já não terão. E sem dúvida que estão de parabéns. Mas a menina não está, disso podem ter a certeza! Mas bem, a questão mantêm-se, e a justificação que ela dá para tal acontecimento, é que na verdade, não foi preciso palavras, nem gestos, foram apenas precisos olhares. Imagino o quanto penetrante foi a luz dos olhos dele incidirem nos dela, o quão grande foi o sorriso dela naquele momento, ou até mesmo o quão alto pulou o seu coração, não é verdade? Ela respondera que sim, como é óbvio!
Alguém que a pergunte como é amar sem ser amado. Desejar sem ser desejado. Admirar sem ser admirado. Tenho a certeza que ela será a pessoa correcta para responder a tal pergunta, e tenho também a certeza que ela tocará bem lá no fundo do vosso coração e vos fará sentir com uma imune vontade de chorar. É tudo muito deprimido, é tudo estranho e sem razão, é tudo como ela, sem coação! Quem ama sem ser correspondido de certeza que ficará sem ele, e se o continuar a ter, nunca mais voltará a ter controlo nele, pois como diz a menina, o que mais dói é curar a ferida causada por este tipo de amor, e concordo plenamente quando ela diz que o amor não existe se não for retribuído! Mas então, porque é que ela o chama de amor? Quem sabe é apenas ela, e aconselho-vos outra vez a lhe perguntarem isso, ela irá responder! Ou então, o vosso coração responderá, pois só ele tem a correcta definição da palavra amor, basta que nós o autorizemos a voar, voar bem alto, até conseguir chegar o céu, até conseguir ouvir as estrelas, até conseguir dominar o mar, até conseguir conhecer o sol, e talvez aí, quando ele chegar, já saiba o que responder.
Como a menina diz, podemos ter mil e um amores, mas aquele que não foi correspondido, é sempre o mais relembrado, o mais falado, o mais marcante, ou mais inesquecível, e é por isso que depois do nosso primeiro amor assim, pensamos duas vezes antes de o deixar voar, ou nadar. Pois nunca sabemos onde vai ele parar, a nossa metade nem sempre está por perto, por isso ela aconselhou-me a não o deixar voar antes de o perguntar: “ voltas inteirinho, ó valente coração?»