Primeiro capitulo de uma linda história
Foi tudo repentino, debaixo de grandes gotas de água, de enormes relâmpagos. Ela ganhou coragem, ele deixou que o amor falasse mais alto e ignorou o receio que à muito tempo sentia. Ela, num olhar molhado, disse-o :
- Não vale a pena negar mais, não vale a pena continuar a fingir que és apenas um amigo, não vale a pena mandar o meu coração bater mais devagar cada vez que estou contigo, não vale a pena mentir, nem omitir. Os sentimentos foram feitos para se sentir e para poderem ser desfrutados. E então? Achas que valia a pena continuar nessa mentira, achas que valia a pena meter de parte este sentimento e abdicar de tudo? Até me podes dar uma resposta negativa, mas o que mais importa agora, é que eu... eu consegui! Consegui o que á muito tempo tentava fazer: dizer-te, contar-te que é por ti que o meu coração bate, que és tu a única razão do sorriso que tenho, és tu o único motivo pelo qual estou aqui hoje, a dizer-te o que o meu coração está a mandar. Sim, isso são tudo palavras dele, do meu coração, não é discurso, não é palavras feitas, são palavras sentidas, mandadas por aquele que mais te ama, o meu coração! Agora sinto-me orgulhosa de mim, por ter tido a coragem de te dizer o que sinto. Tive e tenho um enorme medo que a nossa amizade desapareça com as palavras que agora estou a dizer.. sim, essas que estou a dizer agora, e as que ainda irei dizer, porque não tenciono me calar já, o meu coração não me dá oportunidade para isso! Foi muito tempo a viver e a lidar com o meu coração assim, tão apaixonado, tão triste e tão feliz ao mesmo tempo, porque acima de tudo ele ama amar-te, o seu único medo é a tua reacção com tudo isso que te estou a dizer, ou até mesmo, a contar! O grande medo dele é que quando acabar de ditar essas palavras, vires as costas e me deixes aqui, desamparada, sozinha nesse escuro com raios de luzes estranhos e assustadores, e assim, toda molhada. O medo dele é esse, o medo dele é que o teu coração não goste dele, como ele gosta do teu!
A menina calou-se, fixou os seus olhos no chão, à espera da resposta dele, à espera que ele reagisse. Uma pausa instalou-se, uma grande pausa, prolongada. Que ainda se continua a prolongar como se prolongou a declaração da menina. Várias coisas a passaram pela cabeça, como olhar para ele, pedir-lhe pelo menos uma palavra, ir-se embora, abraçar-lhe, tocar-lhe. Mas não. Manteve-se imóvel, por minutos, apenas por minutos. A pausa e o silêncio ainda predominavam naquele sítio, até que ela levantou a cabeça, olhou-o, deu e passo atrás e virou-o as costas- ia-se embora-, e o menino ao olhar para ela, para o seu cabelo todo molhado a voar com o vento, e seu andar tão próprio dela, exclamou:
- Espera! Volta!
Ela olhou para trás, com a cara molhada de lágrimas, e ao mesmo tempo da chuva, mas conseguia-se destingir perfeitamente as lágrimas das gotas de chuva, pois as lágrimas dela eram realmente verdadeiras e sentidas! Parou a frente dele à espera que ele a dissesse o que tinha a dizer, e disse-o num tom baixinho que quase não se ouviu: - Porque me chamaste, porque me mandaste esperar... porq...
Ele não a deixou continuar, meteu-a a mão na boca lentamente e disse-a:
- Cala-te! Não fales mais, está na minha vez de poder falar, está na minha vez de poder te dizer algo que fiques calada, sem resposta, como eu fiquei... até agora. Ouve-me ... eu não tenho coração, nunca o tive e sabes porque? porque ele sempre foi teu, ele sempre foi tomado por ti, sempre o possuíste! Apesar de ser eu a o ter dentro de mim, és tu quem o comanda, quem o alimenta, quem o faz bater, quem o faz estar a me mandar dizer isso agora, agora, e agora. Ele manda-me dizer isso, todos os dias. Mas a coragem falta, porque não é ele que está com o olho para ti, a dizer que te ama e que sempre te amou, mas sim eu... eu é que aqui estou, a dizer o que ele manda dizer, a dizer o que ele sente e o que ele me faz sentir. E sabes o que sinto? Sinto... sinto que tudo o que até hoje vivemos foi amor, amor verdadeiro! Um amor diferente , o primeiro e único amor, mas nunca o assumimos, nunca tivemos essa oportunidade, nunca tivemos maneira de o fazer, mas agora que temos, eu digo-te que o medo que o teu coração tem , não tem motivo, não tem razão, e sabes porquê? Porque o meu coração gosta tanto do teu como o teu gosta do meu! Eles amam-se como nós nos amamos, eles amam-se de verdade..
Manteve-se de novo um silêncio, mas desta vez diferente, pois continuaram a falar, mas pelos olhos, ele interpretava o olhar dela, e respondia com o seu. Eles mantinham uma relação, mantinham algo fascinante! Até que, a menina voou com o vento, para os braços dele, e ele foi levado pela chuva até aos lábios suaves da menina, e aqueles relâmpagos juntaram a boca dos dos meninos e fizeram-os estremecer, até originar um beijo, um lindo beijo, um prolongado beijo, que à muito tempo era esperado, à muito tempo mesmo... Um dia que saiba a continuação dessa história, irei contar, escrevendo aqui tudo o que depois aconteceu, mas garanto que essa história terá um final feliz, tal como teve esse capítulo!
Alexandra Martins , 24/02/2012 *
- Não vale a pena negar mais, não vale a pena continuar a fingir que és apenas um amigo, não vale a pena mandar o meu coração bater mais devagar cada vez que estou contigo, não vale a pena mentir, nem omitir. Os sentimentos foram feitos para se sentir e para poderem ser desfrutados. E então? Achas que valia a pena continuar nessa mentira, achas que valia a pena meter de parte este sentimento e abdicar de tudo? Até me podes dar uma resposta negativa, mas o que mais importa agora, é que eu... eu consegui! Consegui o que á muito tempo tentava fazer: dizer-te, contar-te que é por ti que o meu coração bate, que és tu a única razão do sorriso que tenho, és tu o único motivo pelo qual estou aqui hoje, a dizer-te o que o meu coração está a mandar. Sim, isso são tudo palavras dele, do meu coração, não é discurso, não é palavras feitas, são palavras sentidas, mandadas por aquele que mais te ama, o meu coração! Agora sinto-me orgulhosa de mim, por ter tido a coragem de te dizer o que sinto. Tive e tenho um enorme medo que a nossa amizade desapareça com as palavras que agora estou a dizer.. sim, essas que estou a dizer agora, e as que ainda irei dizer, porque não tenciono me calar já, o meu coração não me dá oportunidade para isso! Foi muito tempo a viver e a lidar com o meu coração assim, tão apaixonado, tão triste e tão feliz ao mesmo tempo, porque acima de tudo ele ama amar-te, o seu único medo é a tua reacção com tudo isso que te estou a dizer, ou até mesmo, a contar! O grande medo dele é que quando acabar de ditar essas palavras, vires as costas e me deixes aqui, desamparada, sozinha nesse escuro com raios de luzes estranhos e assustadores, e assim, toda molhada. O medo dele é esse, o medo dele é que o teu coração não goste dele, como ele gosta do teu!
A menina calou-se, fixou os seus olhos no chão, à espera da resposta dele, à espera que ele reagisse. Uma pausa instalou-se, uma grande pausa, prolongada. Que ainda se continua a prolongar como se prolongou a declaração da menina. Várias coisas a passaram pela cabeça, como olhar para ele, pedir-lhe pelo menos uma palavra, ir-se embora, abraçar-lhe, tocar-lhe. Mas não. Manteve-se imóvel, por minutos, apenas por minutos. A pausa e o silêncio ainda predominavam naquele sítio, até que ela levantou a cabeça, olhou-o, deu e passo atrás e virou-o as costas- ia-se embora-, e o menino ao olhar para ela, para o seu cabelo todo molhado a voar com o vento, e seu andar tão próprio dela, exclamou:
- Espera! Volta!
Ela olhou para trás, com a cara molhada de lágrimas, e ao mesmo tempo da chuva, mas conseguia-se destingir perfeitamente as lágrimas das gotas de chuva, pois as lágrimas dela eram realmente verdadeiras e sentidas! Parou a frente dele à espera que ele a dissesse o que tinha a dizer, e disse-o num tom baixinho que quase não se ouviu: - Porque me chamaste, porque me mandaste esperar... porq...
Ele não a deixou continuar, meteu-a a mão na boca lentamente e disse-a:
- Cala-te! Não fales mais, está na minha vez de poder falar, está na minha vez de poder te dizer algo que fiques calada, sem resposta, como eu fiquei... até agora. Ouve-me ... eu não tenho coração, nunca o tive e sabes porque? porque ele sempre foi teu, ele sempre foi tomado por ti, sempre o possuíste! Apesar de ser eu a o ter dentro de mim, és tu quem o comanda, quem o alimenta, quem o faz bater, quem o faz estar a me mandar dizer isso agora, agora, e agora. Ele manda-me dizer isso, todos os dias. Mas a coragem falta, porque não é ele que está com o olho para ti, a dizer que te ama e que sempre te amou, mas sim eu... eu é que aqui estou, a dizer o que ele manda dizer, a dizer o que ele sente e o que ele me faz sentir. E sabes o que sinto? Sinto... sinto que tudo o que até hoje vivemos foi amor, amor verdadeiro! Um amor diferente , o primeiro e único amor, mas nunca o assumimos, nunca tivemos essa oportunidade, nunca tivemos maneira de o fazer, mas agora que temos, eu digo-te que o medo que o teu coração tem , não tem motivo, não tem razão, e sabes porquê? Porque o meu coração gosta tanto do teu como o teu gosta do meu! Eles amam-se como nós nos amamos, eles amam-se de verdade..
Manteve-se de novo um silêncio, mas desta vez diferente, pois continuaram a falar, mas pelos olhos, ele interpretava o olhar dela, e respondia com o seu. Eles mantinham uma relação, mantinham algo fascinante! Até que, a menina voou com o vento, para os braços dele, e ele foi levado pela chuva até aos lábios suaves da menina, e aqueles relâmpagos juntaram a boca dos dos meninos e fizeram-os estremecer, até originar um beijo, um lindo beijo, um prolongado beijo, que à muito tempo era esperado, à muito tempo mesmo... Um dia que saiba a continuação dessa história, irei contar, escrevendo aqui tudo o que depois aconteceu, mas garanto que essa história terá um final feliz, tal como teve esse capítulo!
Alexandra Martins , 24/02/2012 *