O fim do maior capítulo da minha vida!

Vou te contar uma história, e vai começar da mesma maneira que todas as outras começam. Era uma vez uma menina que tinha tido um passado muito obscuro, e de certo modo, absurdo, pois apaixonava-se muito depressa, deixava-se ir por simples e meras palavras e acabava por se magoar. Magoou-se infinitas vezes até que se começou a refugir no tabaco, na bebida, na droga. Teve momentos difíceis e continuava à procura de alguém que a amasse da mesma maneira que ela conseguia amar, de alguém que amasse a palavra “amor” da mesma maneira que ela amava. Um dia tava na internet, numa rede social e um rapaz mandou-a uma mensagem para o chat e ela respondeu, falaram horas e horas e algo cresceu ali. Amor. Ela conhecia esse rapaz de vista, mas nunca tinha falado com ele, pois ele era uns anos mais novo do que ela e não tinham muitos amigos em comum. Os dias foram passando, o sentimento foi aumentando até, depois de um jogo de futebol em que ele tinha jogado a menina recebeu uma mensagem dele a dizer “queres estar comigo?” e a menina ao ler a mensagem sorriu e sem hesitar respondeu que sim. Assim foi, tiveram juntos pela primeira vez, e não se pode dizer que foi perfeito, porque não foi, ao contrário de todas as outras histórias de amor, porque ambos estavam nervosos e sem saber como lidar com a situação. A menina mal chegou ao pé dele nem ouviu sua voz, apenas deu por si com os seus lábios colados nos dele, com as mãos dele nas suas costas e com um grande aperto no coração, pois havia algo ali que ela não tinha percebido. O beijo acabou. Ambos sorriram e assim foi várias vezes, até a um dia em que ela passou a ser dele, só dele, entregou-se a ele como nunca se entregado a ninguém e pensou que tinha encontrado aquele alguém que a ia amar da mesma maneira que ela sabia amar, e cá para mim ela não pensou errado, pois eles partilharam lindos momentos! Fizeram um mês, fizeram dois, três, quatro, cinco… fizeram um ano, mas a menina sentia uma enorme diferença após uns meses de namoro, pois já nada era igual, já não havia aquelas lindas e belas palavras, aqueles momentos em que o mundo parava, já não havia admiração nem saudade. Era sempre tudo igual, sempre as mesmas mensagens, sempre os mesmos beijos, sempre os mesmos momentos, até que começou a surgir brigas e mais brigas, insultos, lágrimas, desconfianças, inseguranças, proibições, e não era nada disso que a menina queria, e ela lá no fundo sabe que contribuiu para tudo isso, e sente-se, de certo modo , culpada. Culpada por ter magoado o homem da sua vida, por terem estragado o seu melhor relacionamento, por ter posto de parte todos os momentos lindos que passaram juntos. Mas acima de tudo, sente-se culpada por hoje não estar perto dele, por hoje não o conseguir ver da mesma maneira, por hoje já nada ser dela, por hoje se sentir assim.. incompleta! Mas ela tem a noção que não foi a única protagonista disso, porque se nos bons momentos os dois contribuíam, nos maus também, por isso a menina apesar de sentir mal com isso tudo acha que não é ela que tem que pedir “desculpa” primeiro, nem é ela que tem que mudar, porque mudar ela já mudou, por ele, por eles. Deixou os seus vícios de parte, parou de fazer aquilo que estava na sua vontade, parou de pensar nela, porque antes de fazer qualquer coisa, pensava era nele, e sabes porquê? Porque tinha medo, muito medo, de o fazer desistir dela, ou até mesmo de fazer com que ela parasse de gostar dela. E foi assim que a vida da menina mudou, por completo, mas ninguém dá valor a isso, ninguém valoriza o que ela fez por ele, o que ela passou por ele, o que ela queria dele, mas o problema é que ela tem que valorizar tudo aquilo que ele fez por ela, pois sente-se na obrigação de admitir e de agradecer tudo aquilo que ele a fez sentir nesses 12 meses da sua vida! Só vim aqui contar essa história porque a menina em questão quer que fique bem claro que, dessa vez, é o fim dum grande capítulo da sua vida, porque uma relação precisa do esforço dos dois, e se um teve que mudar para que tudo corresse da melhor maneira, a obrigação do outro é mudar também para poder fazer a outra pessoa feliz. Dessa vez não vale a pena esperar por um pedido de desculpas da menina, nem dum “volta para mim”, muito menos de um pedido: “muda por mim, por favor!”, porque se o menino gostasse mesmo da menina mudaria a sua maneira de ser e voltaria a pensar sobre as suas prioridades sem a menina ter que pedir e implorar! O amor é feito de esforços e se alguém não valorizar os esforços da pessoa que ama, pára de ser valorizado também! O amor é assim… complicado!

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