A eterna culpa!

Olá, chamo-me Guilherme, tenho dezanove anos, estou no segundo ano da Universidade no curso de Engenharia e vivo em Aveiro. Venho aqui contar a minha história, a minha triste história.. Bem, tudo começou à três anos atrás quando conheci uma linda menina chamada Rita, tinha uns lindos olhos castanhos, um sorriso encantador, um cabelo liso e dourado, e um coração do tamanho do mundo! Começamos a namorar e tudo era perfeito, passávamos momentos extraordinários, passeávamos juntos todos os sábados, trocávamos mensagens lindas, ficávamos horas e horas a falar por chamada, e isso continuou assim algum tempo.. Mas como sabem, todos os relacionamentos têm momentos maus, e no meu caso não foi excepção, pois começaram as discussões, os ciumes, as proibições, os insultos e eu, na verdade, comecei-me a fartar, porque a cada dia que passava a Rita tornava-se mais e mais obcecada, estava sempre a mandar mensagens, a me controlar e a me impedir de estar com os meus amigos. As coisas mudaram muito e eu comecei a me afastar, a parar de dar importância, a não responder às mensagens, admito, mas amava-a, amava-a como nunca tinha amado ninguém, só eu não entendia isso, pois meti na cabeça que já não sentia nada por ela, mas neste momento posso dizer que sim, que a amava, que a amo e que sempre vou amar, esteja ela onde esteja!
Mas isso não acabou assim, não é essa a minha história, quer dizer é, mas não é assim que termina, termina duma maneira muito mais drástica e dolorosa.. Bem , como já disse, ela mandava muitas mensagens, não dava tempo para respirar, e quase todas as mensagens diziam a mesma coisa, e a verdade é que cheguei a um ponto que nem abria as mensagens, simplesmente apagava-as e não a respondia, mas um dia ela saia à meia noite da universidade e ia para casa que não era muito longe, e neste dia a essa hora já estava a dormir e senti o telemóvel a vibrar uma , duas e três vezes, e não, não abri as mensagens, eliminei-as da caixa de entrada e continuei a dormir.. De manhã ao acordar olhei para o telemóvel e não tinha recebido mensagens, achei estranho, e então decidi ligar à Rita para a perguntar se estava tudo bem e explicá-la que ontem já estava a dormir quando ela me mandou as mensagens, mas ninguém me atendia, tentei mais do que uma vez e continuava sempre sem obter resposta alguma. Desisti. Fui tomar banho, vesti-me e liguei o computador e entrei na minha conta do facebook para ver se ela estava online, mas não, não estava.. Comecei a achar cada vez mais estranho, e no mural só aparecia fotografias dela publicadas por amigas a dizer que ela nunca seria esquecida, mas eu, eu nunca entendi o porquê daquelas publicações.. Voltei a ligá-la mais de dez vezes, e continuei sempre sem obter respostas, e sem hesitar peguei na chave do carro do meu pai e fui até à casa dela e das amigas.. Cheguei lá, bati à porta e a Isabel, melhor amiga da minha namorada, é que abriu a porta, com a cara lavada em lágrimas, e eu perguntei pela Rita, e a Isabel, sem conseguir falar direito disse "A Rita morreu ontem à noite no caminho para casa, ela mandou-te mensagens mas não a respondeste!" e eu ao ouvir aquilo paralisei, fiquei sem reacção e entrei na casa, pedi à Isabel o telemóvel da Rita e ela deu-me, precisava de ver as mensagens que ela me tinha mandado.. Fui imediatamente às mensagens enviadas e as mensagens diziam "Amor, estou a ir para casa, mas parece que tem alguém a perseguir-me! ", "Guilherme, vem me buscar, por favor, estou com medo!", "Talvez seja a ultima mensagem que recebas minha. AMO-TE!", e eu ao ler aquilo morri por dentro, porque fui eu que ignorei as mensagens e não a dei oportunidade de continuar a viver do meu lado, e hoje, hoje vivo com a culpa de não a ter salvo nem protegido!
Ela morreu para sempre, ela morreu sem mim, ela morreu sem uma última mensagem minha, ela morreu por causa de mim, e hoje venho aqui dizer que ela sem mim não fica, porque se ela morreu por causa de mim, eu morrerei por causa dela! Adeus

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