O sentimento estranho.
O nome dela é Joana, tem 18 anos e como todas as outras pessoas tem os seus sonhos e ambições. Está no primeiro ano de Relações Públicas na Universidade e está a morar numa grande cidade, pois teve que se mudar para lá visto que entrou para a Universidade. Ela é uma rapariga normal, desleixada, preocupada, sonhadora, reservada, tem vários sonhos e várias admirações, tem vários medos e fobias, visto que teve um passado complicado e sombrio, e devido a isso fecha-se muito para as outras pessoas e tem medo de mostrar o que vai dentro do coração dela, e eu compreendo isso!
O coração dela é confuso, a vida dela é confusa e “meia sem sentido”, diz ela. Tem vezes que se sente perdida no meio de tanta gente, de tanto amor, de “ tanto tudo”, porque o tudo meta-a medo. Ela é uma menina pequena mas com algo grande a viver dentro dela, não vou dizer que é um grande amor, porque não é, mas talvez um grande sonho, um grande desejo. Sei que estás a ficar confuso a ler este texto, mas passo a explicar: Sabes aquela sensação de teres sempre presente uma pessoa no teu pensamento? Tentares pensar noutras pessoas e não conseguires? Sempre se ouviu dizer que ninguém é perfeito, mas que todos nós somos perfeitos para alguém, então é isso, a Joana encontrou a pessoa perfeita para ela, aquela pessoa que pode ter muitos defeitos mas que por mais que ela tente não consegue ver esses defeitos de forma negativa, porque até os defeitos tornam essa pessoa ainda mais especial. Como ela diz é algo difícil de explicar, e admito que é, porque até a mim está a custar explicar um sentimento desses que não é amor mas que ela queria que fosse, se ele a desse oportunidade para isso! Ela passa dias e dias a olhar para a sua fotografia que ele não sabe que ela tem, ela leva horas a imaginar como seria uma vida ao lado dele, um beijo dele, um abraço dele, um “adoro-te pequenina” vindo dele, uma noite com ele, uma manhã deitada na cama com ele a ver filmes e a comer pipocas, uma noite de chuva e trovões bem agarrada a ela como se ele a fosse proteger de todo o mal. Ela sonha com isso, ela sonha com ele, ele acorda pensando nele, ela escreve o nome dele quando tem que escrever o seu, visto que ela se chama Joana e ele se chama João, ela sorri quando vê que ele está bem, ela fica feliz quando eles falam, porque apesar de serem poucas vezes e apesar das respostas dele serem frias e distantes isso já a faz feliz. Deves estar a pensar que para uma rapariga de 18 anos isso é uma criancice, mas não é, é um sentimento como todos os outros, um sentimento que não é mútuo mas que é diferente e importante para uma menina tão simples como a Joana e a faz perder os medos e as fobias que ela trouxe do passado, faz com que ela não tenha receio em entregar o seu coração a ele visto que ela garante que ele é diferente e nunca a irá magoar, muito menos usar! Ele é diferente, ele não é um rapaz qualquer, ele é o rapaz, diz Joana!
Tudo isso é tão bonito, mas tão triste ao mesmo tempo, pois ela também sofre, ela sofre ao ficar sempre à espera duma mensagem dele, dum simples “olá” ou dum simples “está bem!” como ele costuma dizer. Ela sofre ao ler as coisas que ele publica em redes sociais sabendo que aquelas coisas não são para ela, são para outra pessoa que talvez não sinta por ele o que ela sente. Ela sofre por ele não ter a noção que tudo o que ela publica, que tudo o que pensa e diz é a pensar nele. Ela sofre por tudo isso, mas sofre também por ter a noção que isso não passa dum sonho que não se irá tornar realidade! Ele nem faz ideia com aquilo que ela sonha para eles os dois, ela sonha ter uma filha chamada Inês, um filho chamado Tomás, uma simples casa que deia para todos eles, um amor grande e inacabável.. ela sonha ter uma cama para eles os dois, para que ele à noite diga “vamos para a nossa cama, amor?”. Não achas isso um lindo sonho? Nunca tiveste um sonho assim? Nunca sonhaste com isso? Nunca olhaste para alguém e imaginaste um futuro ao seu lado?
Deves estar a pensar “e porque é que a Joana não o diz tudo isso?”, e compreendo perfeitamente se estiveres a pensar isso, porque até ela não sabe porque a falta a coragem para o falar disso, mas as coisas não são tão fáceis como nós pensamos, eles não se vêm todos os dias, nem todas as semanas nem todos os meses, muito pelo contrário, a Joana conta pelos dedos as vezes que o viu e que falou com ele, as vezes que passou por ele.. Ela não conhece o seu perfume, não conhece a sua voz, não conhece as suas manias e sabe muito pouco acerca dele, mas aquilo que ela sabe, tanto de bem como de mal, já é o suficiente para ela sentir isso, mas ele nunca irá compreender isso e vai a dizer que isso é tudo uma confusão, que é impossível este sentimento ter nascido “do nada” e que ele não é perfeito como ninguém o é. Ela sabe que vai fazer figura de otária ao falar com ele sobre isso, pois ele irá achar parvo tudo isso, mas um dia que ele perceba que não existe mais ninguém no mundo que o admire tanto como a Joana o admira ele irá querer voltar a trás e irá querer que ela repita mais uma vez todas as razões da existência desse sentimento estranho.. e aí, aí pode já ser tarde, pode já a Joana estar a seguir com a sua vida ou ter visto em alguém aquilo que viu nele também, por isso digo-te que só quem já viveu de olhares sabe que amor à primeira vista existe e que foi muito lindo ela te ver pela primeira vez e pensar, sem palavras: eu quero.
O coração dela é confuso, a vida dela é confusa e “meia sem sentido”, diz ela. Tem vezes que se sente perdida no meio de tanta gente, de tanto amor, de “ tanto tudo”, porque o tudo meta-a medo. Ela é uma menina pequena mas com algo grande a viver dentro dela, não vou dizer que é um grande amor, porque não é, mas talvez um grande sonho, um grande desejo. Sei que estás a ficar confuso a ler este texto, mas passo a explicar: Sabes aquela sensação de teres sempre presente uma pessoa no teu pensamento? Tentares pensar noutras pessoas e não conseguires? Sempre se ouviu dizer que ninguém é perfeito, mas que todos nós somos perfeitos para alguém, então é isso, a Joana encontrou a pessoa perfeita para ela, aquela pessoa que pode ter muitos defeitos mas que por mais que ela tente não consegue ver esses defeitos de forma negativa, porque até os defeitos tornam essa pessoa ainda mais especial. Como ela diz é algo difícil de explicar, e admito que é, porque até a mim está a custar explicar um sentimento desses que não é amor mas que ela queria que fosse, se ele a desse oportunidade para isso! Ela passa dias e dias a olhar para a sua fotografia que ele não sabe que ela tem, ela leva horas a imaginar como seria uma vida ao lado dele, um beijo dele, um abraço dele, um “adoro-te pequenina” vindo dele, uma noite com ele, uma manhã deitada na cama com ele a ver filmes e a comer pipocas, uma noite de chuva e trovões bem agarrada a ela como se ele a fosse proteger de todo o mal. Ela sonha com isso, ela sonha com ele, ele acorda pensando nele, ela escreve o nome dele quando tem que escrever o seu, visto que ela se chama Joana e ele se chama João, ela sorri quando vê que ele está bem, ela fica feliz quando eles falam, porque apesar de serem poucas vezes e apesar das respostas dele serem frias e distantes isso já a faz feliz. Deves estar a pensar que para uma rapariga de 18 anos isso é uma criancice, mas não é, é um sentimento como todos os outros, um sentimento que não é mútuo mas que é diferente e importante para uma menina tão simples como a Joana e a faz perder os medos e as fobias que ela trouxe do passado, faz com que ela não tenha receio em entregar o seu coração a ele visto que ela garante que ele é diferente e nunca a irá magoar, muito menos usar! Ele é diferente, ele não é um rapaz qualquer, ele é o rapaz, diz Joana!
Tudo isso é tão bonito, mas tão triste ao mesmo tempo, pois ela também sofre, ela sofre ao ficar sempre à espera duma mensagem dele, dum simples “olá” ou dum simples “está bem!” como ele costuma dizer. Ela sofre ao ler as coisas que ele publica em redes sociais sabendo que aquelas coisas não são para ela, são para outra pessoa que talvez não sinta por ele o que ela sente. Ela sofre por ele não ter a noção que tudo o que ela publica, que tudo o que pensa e diz é a pensar nele. Ela sofre por tudo isso, mas sofre também por ter a noção que isso não passa dum sonho que não se irá tornar realidade! Ele nem faz ideia com aquilo que ela sonha para eles os dois, ela sonha ter uma filha chamada Inês, um filho chamado Tomás, uma simples casa que deia para todos eles, um amor grande e inacabável.. ela sonha ter uma cama para eles os dois, para que ele à noite diga “vamos para a nossa cama, amor?”. Não achas isso um lindo sonho? Nunca tiveste um sonho assim? Nunca sonhaste com isso? Nunca olhaste para alguém e imaginaste um futuro ao seu lado?
Deves estar a pensar “e porque é que a Joana não o diz tudo isso?”, e compreendo perfeitamente se estiveres a pensar isso, porque até ela não sabe porque a falta a coragem para o falar disso, mas as coisas não são tão fáceis como nós pensamos, eles não se vêm todos os dias, nem todas as semanas nem todos os meses, muito pelo contrário, a Joana conta pelos dedos as vezes que o viu e que falou com ele, as vezes que passou por ele.. Ela não conhece o seu perfume, não conhece a sua voz, não conhece as suas manias e sabe muito pouco acerca dele, mas aquilo que ela sabe, tanto de bem como de mal, já é o suficiente para ela sentir isso, mas ele nunca irá compreender isso e vai a dizer que isso é tudo uma confusão, que é impossível este sentimento ter nascido “do nada” e que ele não é perfeito como ninguém o é. Ela sabe que vai fazer figura de otária ao falar com ele sobre isso, pois ele irá achar parvo tudo isso, mas um dia que ele perceba que não existe mais ninguém no mundo que o admire tanto como a Joana o admira ele irá querer voltar a trás e irá querer que ela repita mais uma vez todas as razões da existência desse sentimento estranho.. e aí, aí pode já ser tarde, pode já a Joana estar a seguir com a sua vida ou ter visto em alguém aquilo que viu nele também, por isso digo-te que só quem já viveu de olhares sabe que amor à primeira vista existe e que foi muito lindo ela te ver pela primeira vez e pensar, sem palavras: eu quero.