O grande amor
Engraçado como os grandes amores aparecem sempre na altura certa. Como habitual aconteceu diferente comigo. Da pior maneira. O meu grande amor apareceu na pior altura da minha vida por isso estou hoje, aqui, sem ele. Não é só hoje. Será sempre assim. Ele apareceu na minha vida quando eu já tinha medos e mágoas de amores anteriores. Ele apareceu quando já tinha amado pela primeira vez alguém que não fui eu. Ele apareceu quando eu já sabia o que era sofrer e quando ele já sabia o que era amar. Ele apareceu quando já tinha conhecido o seu grande amor. Não sou eu. Mas ele é o meu. Ele apareceu e deu-me aquilo que eu precisava no momento. Ou em todos os momentos. Porque continuo aqui a precisar daquilo que ele me dava. Ou deu. Não interessa. É ele.
Às vezes imagino como tinha sido diferente se te tivesse conhecido há uns anos atrás. Antes de estarmos viciados em outros amores. Eu era o teu primeiro e grande amor. E tu serias o meu. Não havia vontade de voltar atrás para buscar aquilo que outra pessoa dava. Não ias saber o que era receber carinho de outra pessoa porque só tinhas recebido os meus. Eu não queria ter sido o teu primeiro amor. Não só. Queria ter sido o teu primeiro beijo, o teu primeiro abraço, a tua primeira palavra, o teu primeiro carinho, o teu primeiro toque, a tua primeira rapariga, a tua primeira visão, a tua primeira paixão, a tua primeira noite de prazer, o teu primeiro corpo. O teu primeiro tudo! Mas queria ser o último de tudo isso também. Mas não serei. Não posso ser. Nem a primeira nem a última. Fiquei pela metade. Eu tenho forças para ir até ao fim do mundo com esse amor mas basta fechar os olhos e imaginar que vais querer voltar outra vez atrás à procura do toque de outra pessoa perco a coragem ou a força. Sei lá. Sei que perco a vontade de ir atrás disso. Desse amor que não me deixa andar para a frente sem olhar para trás.
Se eu tivesse qualquer tipo de poder, nem que fosse por um dia era isso que fazia. Recuava no tempo e conhecia-te bem antes de quando nos conhecemos. Iria dar tudo certo. Hoje seriamos um só. Ainda. Como já fomos. E como não iremos voltar a ser. Mas não. Eu não tenho poderes. Não vou ter. Tem de ser assim, tal e qual como é. Tu aí e eu aqui. Para sempre. Assim.
Às vezes imagino como tinha sido diferente se te tivesse conhecido há uns anos atrás. Antes de estarmos viciados em outros amores. Eu era o teu primeiro e grande amor. E tu serias o meu. Não havia vontade de voltar atrás para buscar aquilo que outra pessoa dava. Não ias saber o que era receber carinho de outra pessoa porque só tinhas recebido os meus. Eu não queria ter sido o teu primeiro amor. Não só. Queria ter sido o teu primeiro beijo, o teu primeiro abraço, a tua primeira palavra, o teu primeiro carinho, o teu primeiro toque, a tua primeira rapariga, a tua primeira visão, a tua primeira paixão, a tua primeira noite de prazer, o teu primeiro corpo. O teu primeiro tudo! Mas queria ser o último de tudo isso também. Mas não serei. Não posso ser. Nem a primeira nem a última. Fiquei pela metade. Eu tenho forças para ir até ao fim do mundo com esse amor mas basta fechar os olhos e imaginar que vais querer voltar outra vez atrás à procura do toque de outra pessoa perco a coragem ou a força. Sei lá. Sei que perco a vontade de ir atrás disso. Desse amor que não me deixa andar para a frente sem olhar para trás.
Se eu tivesse qualquer tipo de poder, nem que fosse por um dia era isso que fazia. Recuava no tempo e conhecia-te bem antes de quando nos conhecemos. Iria dar tudo certo. Hoje seriamos um só. Ainda. Como já fomos. E como não iremos voltar a ser. Mas não. Eu não tenho poderes. Não vou ter. Tem de ser assim, tal e qual como é. Tu aí e eu aqui. Para sempre. Assim.
