Amar adultamente
É tão difícil amar, sobretudo quando queremos também crescer. Temos que deixar uma delas para trás para fazer a outra. Eu deixei o amor para trás e cresci. Mas continuei a amar da mesma forma, só me tentei abstrair dele. E cresci, repito. Hoje eu amo adultamente. Amo mas sei que não devia amar. Não te devia amar. Corrijo. Aprendi que amar não é tudo, há tanta, mas tanta mais coisa que é necessário para além disso. É preciso amar a pessoa certa. A pessoa que sabes que irá colorir todos os teus dias sempre da mesma forma. A pessoa que nunca irá perder o encanto que tem ti. A pessoa que se apaixona todos os dias, um pouco mais, por ti. A pessoa que sabes que é aquela que queres para sempre. Eu queria-te para sempre. É verdade. Mas para quê? Para quê se sei que não vais ser a pessoa que se vai apaixonar todos os dias por mim, que me vai colorir os meus dias sempre da mesma maneira, que me vai amar pelo que eu sou. Amar adultamente é isso. É amar mas saber que não devemos. É amar e deixar o nosso amor ser feliz no seu caminho. É amar e ter consciência que não dá certo. É amar, continuar amando, com todos os defeitos e qualidades, cada um no seu lugar.