Não há hora
Não há hora para se amar. A nós ou a alguém. Se não há hora, não há dia, nem mês. É a qualquer momento. Pode ser agora. Ou amanhã. Ou nunca, também é possível. Desacreditei do amor. Acreditei nunca mais amar. Juro. Acreditei. Mas tão mal. Amei. E volto a amar. É impressionante como não há mesmo momento para isso voltar a acontecer. Sem querermos. E quando finalmente queremos o amor ganha-nos e volta a nos deixar.
Foi tanto tempo sem saber qual a sensação do amor, tanto tempo que até agora pensei não amar como te amo. Sabia que não eras uma pessoa qualquer, mas acredita que não sabia gostar de ti como hoje sei. E sei bem. Foi preciso perder, deixar ir para querer dizer-te que foste tu. Foste tu que conseguiste voltar a me dar razões para acreditar nisso. Para acreditar que é possível amar pela segunda e terceira vez. E eu amava-te duas, três, quatro, infinitas vezes, porque apesar de eu não merecer o teu amor, tu mereces o meu. Oh, se mereces.
Tenho pena. Pena de não me ter apaixonado pela pessoa certa. Não estou a dizer que não és certo. Não. Nós é que não somos certos. Um para o outro. Mas podíamos dar certo, bastava juntar as peças que faltavam e que nós desistimos de procurar. Culpa minha. Estavam tão perto de nós e não as conseguimos ver porque tínhamos o olhar na direção errada. Olhávamos para trás e elas estavam à frente. Sim, à frente. Bem me tinham dito que a vida anda é para a frente, não para trás. Por isso a nossa vida não andou. Estávamos no caminho errado. Agora já tenho as peças que faltavam comigo. Que faço com elas? Deixo-as cair novamente para juntarmos os dois juntos? Ou deixo-as aqui? Até as posso guardar, no caso de voltares a caminhar para mim. Não é? Ah, sabes que eu adoro sonhar. Não te preocupes. Pelo menos assim consigo me sentir feliz e concretizada.
Tanta e tanta vez que prometi a mim mesma não voltar a me deixar cair, muito menos por amor, mas cai. Cai por ti. Por amor. Só amor. Juro. Sabes quando pensas que nunca mais conseguirás chorar por alguém depois de já teres chorado tanto por outra pessoa? Se não sabes, eu sei. Pensei ser impossível. Mas não foi. Mesmo depois de ter chorado imenso por coisas passadas e ter pensando que não era, de todo, possível voltar a chorar por alguém, vejo-me aqui, a chorar. Talvez não seja por ti. Mas por nós. Por nós, que podíamos ter dado certo e que podíamos ser um só hoje. Podias estar aqui comigo, a ajudar-me a escrever um texto sobre nós onde só se contava episódios felizes, como os poucos que tive contigo. Eram mesmo felizes. Pelo menos para mim. E se para ti não foi, peço desde já desculpa. Peço desculpa também por não ter sido a mulher que tu imaginavas ou que sonhavas. Por não te ter feito feliz tanto quanto tu mereces. Ou por não ter sido perfeita. Tentei. Não deu. Não posso dizer mais nada a não ser desculpa. Pela última vez. Apesar de te amar, amo-te adultamente, e amar adultamente é amar sabendo que acima de tudo está a felicidade de quem amamos, e se a tua felicidade não é a meu lado, desejo que encontres essa felicidade ao lado de outro alguém. Não penses que digo isso sem sentir dor. Digo isso com um enorme nó. Com muita dor. Mas ensinaste-me a isso. A amar adultamente. A amar-te assim, sem saber eu porquê. Obrigada, pelo menos por isso. Por me teres dado uma nova oportunidade de amar. Foi bom. Acabou, mas fico feliz por ter acontecido. Mais uma vez, obrigada.
Foi tanto tempo sem saber qual a sensação do amor, tanto tempo que até agora pensei não amar como te amo. Sabia que não eras uma pessoa qualquer, mas acredita que não sabia gostar de ti como hoje sei. E sei bem. Foi preciso perder, deixar ir para querer dizer-te que foste tu. Foste tu que conseguiste voltar a me dar razões para acreditar nisso. Para acreditar que é possível amar pela segunda e terceira vez. E eu amava-te duas, três, quatro, infinitas vezes, porque apesar de eu não merecer o teu amor, tu mereces o meu. Oh, se mereces.
Tenho pena. Pena de não me ter apaixonado pela pessoa certa. Não estou a dizer que não és certo. Não. Nós é que não somos certos. Um para o outro. Mas podíamos dar certo, bastava juntar as peças que faltavam e que nós desistimos de procurar. Culpa minha. Estavam tão perto de nós e não as conseguimos ver porque tínhamos o olhar na direção errada. Olhávamos para trás e elas estavam à frente. Sim, à frente. Bem me tinham dito que a vida anda é para a frente, não para trás. Por isso a nossa vida não andou. Estávamos no caminho errado. Agora já tenho as peças que faltavam comigo. Que faço com elas? Deixo-as cair novamente para juntarmos os dois juntos? Ou deixo-as aqui? Até as posso guardar, no caso de voltares a caminhar para mim. Não é? Ah, sabes que eu adoro sonhar. Não te preocupes. Pelo menos assim consigo me sentir feliz e concretizada.
Tanta e tanta vez que prometi a mim mesma não voltar a me deixar cair, muito menos por amor, mas cai. Cai por ti. Por amor. Só amor. Juro. Sabes quando pensas que nunca mais conseguirás chorar por alguém depois de já teres chorado tanto por outra pessoa? Se não sabes, eu sei. Pensei ser impossível. Mas não foi. Mesmo depois de ter chorado imenso por coisas passadas e ter pensando que não era, de todo, possível voltar a chorar por alguém, vejo-me aqui, a chorar. Talvez não seja por ti. Mas por nós. Por nós, que podíamos ter dado certo e que podíamos ser um só hoje. Podias estar aqui comigo, a ajudar-me a escrever um texto sobre nós onde só se contava episódios felizes, como os poucos que tive contigo. Eram mesmo felizes. Pelo menos para mim. E se para ti não foi, peço desde já desculpa. Peço desculpa também por não ter sido a mulher que tu imaginavas ou que sonhavas. Por não te ter feito feliz tanto quanto tu mereces. Ou por não ter sido perfeita. Tentei. Não deu. Não posso dizer mais nada a não ser desculpa. Pela última vez. Apesar de te amar, amo-te adultamente, e amar adultamente é amar sabendo que acima de tudo está a felicidade de quem amamos, e se a tua felicidade não é a meu lado, desejo que encontres essa felicidade ao lado de outro alguém. Não penses que digo isso sem sentir dor. Digo isso com um enorme nó. Com muita dor. Mas ensinaste-me a isso. A amar adultamente. A amar-te assim, sem saber eu porquê. Obrigada, pelo menos por isso. Por me teres dado uma nova oportunidade de amar. Foi bom. Acabou, mas fico feliz por ter acontecido. Mais uma vez, obrigada.