Adeus eterno

De tanto te amar, dei-te mais do que merecias. O amor tem dessas coisas e nós somos todos submissos a elas. Sei que dei o meu melhor, amei de coração inteiro, ri-me com vontade, beijei-te com emoção e namorei-te com amor. O que tu fizeste, ou não fizeste, cabe-te a ti saber se foi o não o suficiente para aquilo que te dei. Já me disseram muitas vezes “não faças nada por ninguém à espera que façam o mesmo por ti” e concordo, não nego, mas quem ama faz, seja o que for, o que for de bom e de coração, sem desculpas. E agora, ao fim de todo o tempo que partilhamos, questiono-me se realmente foi reciproco tudo o que te dei e tudo o que te amei. Cheguei a uma conclusão, claramente que sim, mas quero – ou tento- acreditar que não foi uma mentira o que me fizeste viver, de bom e de mau, enquanto o meu coração foi teu. Quando é amor, não há fim. E se há, será para sempre lembrado como tal. Como o tal. Não sei se ainda é amor ou não, mas que ficará para sempre não se pode negar. Pelo menos para mim. O que deste, o que não deste, o que amaste, o que não amaste, o que querias e o que não querias. Ficará sempre guardado. Aqui. Bem lá dentro para que ninguém possa roubar de mim as boas memórias que tenho, que neste momento, tuas, são poucas. Quando é amor não se desiste com facilidade, tenta-se, corrige-se, volta-se atrás, risca-se e rabisca-se. Não se toma decisões sozinhos não sabendo o que o outro tem para dizer ou para remediar. Quando é amor há compreensão, amizade e cumplicidade. Há força de vontade. Há luta e remissão. Quando é amor, realmente amor, fica-se. Fica-se se não houver razões para ir. Foste sem razão. E foste para sempre. Assim o quero. Adeus ao meu maior amor, ao que até agora foi o meu tudo, a minha inspiração. Adeus a ti, que tanto te amei. Adeus para sempre. E eternamente.

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